O pior é saber que tudo isso é verdade!
O exercito esta debaixo da ponte:
Acordo me visto, enfrento a cidade como um general perdido.
Vejo pessoas e suas descrenças urbanas
Lavei minha alma com inspirações mundanas...
Resolvi apaticamente jurar a pátria, em meio a tanta pobreza no centro de São Paulo.
Jurei a min mesmo que seria um bom cidadão, veria só coisas boas neste teatro de solidão.
Jurei amar devotamente o meu descaso
Resolvi acreditar no meu cansaço...
Burocraticamente paguei a taxa dos apáticos
Carimbo, falo, critico, vomito e protocolo o meu cinismo...
Arquivado e perdido, em uma base militar debaixo da ponte, aonde realmente este governo esta!
Da bosta:
O quartel cheira a bosta com os seus funcionários com cara de otários...
Em meio ao arquivo do esgoto nacional lavei minhas mãos infectadas de bosta!
Livrei-me desta maquina falida do ócio nostálgico de dias de “paz”...
Protocolado em minhas verdades vi o exercito debaixo da ponte!
Com o seu cheiro insuportável, em seu ar desagradável...
A bosta é vista na cara de seus funcionários, em seus armários, lotado de jovens horripilantemente otários!
Do cinismo:
Para ser um cidadão honrado eu tenho que pagar uma taxa de R$ 2,00 e ainda acho caro, pois quem esta de baixo da ponte merece mesmo é esmola!
Daremos então esmola aos nossos políticos!
E esfregaremos a bosta da repartição em seu “heróico” coração...
Enriqueceremos as sanguessugas de sua ponte coronária, que também é super faturada...
Orada no esgoto do Hospital da Clinica fracassada...
Sobre o Arquivo:
Em um papel branco e liso com informações relevantes esta meu rosto tão cínico e abismado com aquela situação!
Arquivado, em fim!
Protocolado no sistema Brasil S.A.
E rotulado pela sociedade, canto bravamente o hino nacional!
Em fim termina!
Agora sou um cidadão honrado, e me sinto como um verdadeiro brasileiro: sempre de baixo da ponte!
De fronte com um velho e mofado general canto bravamente o hino nacional:
“...
Mas, se ergues da justiça a clava forte, Verás que um filho teu não foge à luta, Nem teme, quem te adora, a própria morte.
Terra adorada Entre outras mil, És tu, Brasil, Ó Pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil, Pátria amada, Brasil! ““.
David Cejkinski
Escrito por david cejkinski às 19h03
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