Feliz Aniversário São Paulo!

Este é o meu humilde presente:

 

 

São Paulo A MINHA Paulicéia Desvairada!

 

Para Mário de Andrade

 

 

“No começo do mundo tudo era O Kaos!

 

 

                                             E AINDA HOJE

                                                                                 É!”“.

                          

                             

 

 

Sobre a cidade, pela chuva rodando meus olhos, meus medos e fantasias urbanas...

Eu vou!

Por tantos canto e nomes que nem Caetano sugeriu, sem cep e sem telefone no coração do Brasil!

Nunca se sabe até pensei se vou morrer na contramão os prédios são tão altos e meus sonhos tão distantes!

Mas eu vou!

Por pedestres, lojas na contramão, catando a minha bandeira o meu descartável coração!

Por entre lojas silvestres, sobre tantos amores urbanos estão: os meus segredos mundanos, 453 anos de cena de sangue num bar da Avenida São João!

Sobre tantos autores eu tento dizer, por Delicateses e doces amargos me delicio ao contrario neste poema paulista!

Eu vou por ruas desertas abandonadas nas esquinas esquecidas das linhas da sorte de minha mão perdida!

Eu vou para ver prostitutas, para ver a cidade se prostituir na Augusta!

Eu vou para os Jardins ver o Glamour Burguês a se vender na Oscar freire!

Vou por paulistas, ciganos, tribos sem fim!

Da mãe áfrica que trouxe historias sofridas!

São Paulo das pátrias, das línguas, das cores, eu vou por tantos semáforos e tantas luzes a me piscar e seduzir na cidade-mostro dos meus sonhos enlouquecidos no concreto do meu jardim perdido...



Escrito por david cejkinski às 01h54
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Sobre os povos:

 

Amar devotamente a mistura em uma panela tão agridoce de cultura!

Amar simplesmente a liberdade de expressar!

São Paulo, Sampa, Sampã do deus tupã!

Do messias, dos budistas, dos corinthianos roxos, dos judeus, dos romanos, dos travestis, das putas, dos cristãos, dos pagãos, dos pugilistas,dos miseráveis e dos milionários, dos Jeová e dos povos além de lá!

Das religiões a mil do Brasil, dessa mistura de cultura em massa daquela massa do Bexiga!

Da Paciência oriental da Liberdade!

Daquela saudade dos almoços de domingo...

Dos meus índios massacrados e jesuítas catequizados!

Sampã dos poetas, dos malditos, do colégio construído!

Das freiras, das feras, das feiras...

Das contas, do capitalismo nervoso, dos doentes massacrados do sistema!

Problema!

São Paulo dos problemas e do preconceito...

E da liberdade e fraternidade cultural...

Dos passos atravessados livremente por suas rua suadas de tantas historias passadas...

São Paulo do concreto!

São Paulo do Abstrato!



Escrito por david cejkinski às 01h50
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Sobre a Adaptação:

 

Adapte aos seus medos ó São Paulo de meus erros!

Adapte ao olhar sinistro a quem levo no meu óculos escuro...

Adapte aos meus prantos, aos lamentos cantos da memória interrompida pelo semáforo que abre...

Adapte ao jeito paulistano de ser!

Adapte ao descaso urbano de viver!

Adapte á miséria nas esquinas estampadas dos letreiros capitalistas...

Adapte ao jeito desconfiado de ser paulistanamente sedutor...

Adapte á insegurança dos meus erros...

Adapte aos assaltos...

Adapte megalópole aos meus medos urbanos

Adapte á violência...

Adapte os meus olhos azuis que ficam cinza sobre este seu céu de tristeza...



Escrito por david cejkinski às 01h49
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Sobre tantas janelas:

 

Entre quatro paredes e tantas idéias me debruço confuso em minhas historias paralelas...

As janelas infinitas da cidade luz!

Dos corredores iluminados...

E as historias passadas por essas casas caladas...

Se São Paulo falasse, reclamaria no PROCOM!

Por seus moradores ingratos...

Tantos retratos esquecidos naquela estante empoeirada de nossa memória paulistana...

De nossa infância nas ruas da Avenida Paulista, das peladas nas ruas do Bairro do Bexiga...

Das tardes fagueiras no Ibirapuera de nossa memória no Parque da Luz...

Dos filmes de arte no cine Bijou e da vanguarda poética dos poetas urbanos!

Dos bairros mundanos, dos bairros burgueses...

Das janelas do subúrbio ouço o meu suburbano coração...

Tão paulistano em suas lamentações...

Tão vagabundo em sua filosofia...

E tão contente no Masp á olhar poesia...

Das tardes de melancolia no apartamento revendo minhas historias e lamentos...

Das cantinas italianas, tailandesas, chinesas, japonesas, da culinária febril da cidade de tantos paladares...

Tão Sadiano no centro velho paulistano...

Tão nostálgico no Bom Retiro ao rever em cada esquina uma lembrança da infância perdida...

Das sinagogas em que rezei e dos altares que nunca passei...

Da filosofia calada e das historias não contadas...

Das janelas trancadas...

São Paulo da mais completa tradução, o perturbador silêncio do meu coração...



Escrito por david cejkinski às 01h49
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Sobre a vida na cidade:

 

São tantos os problemas e lutas, dilemas.

Conflitos...

Sorrisos e segredos.

Medos...

Amores e vontades.

Em suas tardes...

Horrores e pensamentos.

Lamentos...

Museus e variedades.

Cidade...

Transito e engarrafamento

Momento...

Paz e tranqüilidade.

Normalidade...

Teatro e poesia

Filosofia...

Cidade e qualidade...

Verdade...

Amor e solidão...

Abandono

Escuridão e desespero

Rotina...

Miséria e ostentação

Contrastes...

Felicidades e tristezas.

Mentiras...

Corrupção e honestidade

Dinheiro...

Fatalidade e desespero.

Tragédias...

Alagamentos e monumentos

Memórias...

Tardes vividas, páginas e historias.

Lembranças...

 

 

David Cejkinski 25-01-2007

 



Escrito por david cejkinski às 01h49
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A viagem a fortaleza rendeu poesia! ai segue:

obs: colcha de manta de cama se escreve assim mesmo?

hahhahaahhahahahahahahahhahahahahhahahaahhahaahhahaha o duvida cruel!

 

 

 

Colcha de retalhos

 

Vê aquela estrada moço?

Olhe bem pra ela!

Ela vai dar em uma praia que de tão bela os seus olhos vão chorar!

Vê aquela terra moço?

Repare na sua cor, repare neste céu aberto e neste sol que queima sem dó!

Vê aquele cabra moço?

Pois não mire tanto à ele, ele é desgraça, coisa feia, miséria que é fruto de nossa teia!

Vê aquela arvore moço?

Pois é lá que a ribanceira alarga para se abrir e um lindo verde-mar!

Pegue suas coisas moço, prepare o seu olhar!

Ande mais um pouco para até ao paraíso chegar!

Olhe esta praia moço!

Repare no lugar!

Tem peixe, tem sereia, água doce e salgada fruto desta terra: o nosso lar!

Sinta o vendo a serpentear os seus cabelos moço, a areia branca a se afunda...

Nesta água cor de pérola que é fruto de iemanjá!

Repare naquelas dunas moço!

Aonde vento vem brincar...

Repare em suas cores de pastel que ela vem nos presentear...

Olhe este céu moço, grave na memória...

Tanta coisa boa lançada em tua bóia!

 



Escrito por david cejkinski às 15h36
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Mais não ande mais um pouco, moço!

Se não você vai se espantar...

Vai ver miséria, coisa feia e tanta criança que não para de chorar!

Não pegue aquela estrada moço, não tenha tentação!

Não repare neste povo, na miséria deste chão!

Feche esses olhos moço, para não acordar...

Deste sonho-paraíso que é este lugar!

Não ande mais à frente moço, não repare nas doenças...

Não se aporreie da miséria do lugar!

Se aquiete neste bar, tome sua cerveja!

E aprecie o paraíso do lugar por sua escolha que veio visitar!

Não se aprece moço, não vou te incomodar!

Mais a frente tem rendeiras que bordam tantas colchas lindas para o senhor comprar!

Olhe esta renda moço!

Trabalho de 6 dias!

Mas pro senhor esta senhora faz essa renda por R$10,00, para você não reclamar!

Não ande mais à frente moço, você vai ver a casa dela...

Tão pobre, e tão feia que não vai acreditar que essas lindas rendas são feitas lá!

Essa terra é linda, moço!

Tem tanta coisa linda pra visitar no meu Ceará!

Olhe nossas praias, minhas areias...

As sereias a se vender na beira-mar!

Até isso é barato, moço!

Pode aproveitar!

Tanto as moças finas quanto, aquelas que trabalham a beira-mar!

Vê aquela menina moço?

Olhe bem pra ela!

O seu corpo é tão bem feito que foi feito pro senhor!

Olhe os seus lindos olhos de menina moço!

Para a sua pureza...

A menina é cara, mas pro senhor ela se serve de sobremesa...

O senhor ta satisfeito moço?

Compre também a minha família...

Compre o seu país com uma bala em cada esquina...

Vês este chão moço?

Pois lembre sempre dele...

Ele é lindo, um canteiro de deus!

O Paraíso na terra!

E o inferno para o meu povo, moço!

Mas não repare, feche os olhos neste sol de janeiro...

Se olhe no espelho de nossas águas verdes...

Olhe a sua face...

Olhe a minha terra, as minhas águas, o meu chão!

Mas não olhe no meu olho, o meu amargo coração...

Esta satisfeito moço?

Volte no ano que vem!

Terá meninas, praias e sereias lindas para ti contemplar!

Mas não repare na gente deste lugar!

O Céu e o inferno no mesmo lugar?

 

 

David Cejkinski

18-01-2006

 



Escrito por david cejkinski às 15h35
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