
Beijo.
Eu quero um beijo doce que dinheiro nenhum pode comprar.
Quero o beijo que corta a alma feito navalha fina, que adocica, que petrifica a calma.
Eu quero um beijo molhado de paixão pura, a textura que me faz vertigem.
Eu quero um beijo com sabor de verdade, que dilacera a calma que desaba a alma que esfria o tédio.
Eu quero um beijo que transporta o medo, que me da sossego, que me tire o pranto.
Beijo que te quero agora, que me traz os ventos, que me beija o céu.
Desejo a saliva torta, o desespero, que desaba no abismo de outros céus.
Desejo o lábio e depois o beijo, desejo...
Por que o desejo, não alimenta o beijo.
No desejo apenas a carne sobra, que machuca o beijo, que alimenta a carne mais falece a alma...
Eu quero a entrega do beijo que me tire o freio, me conquiste agora!
Me dilacera feito criança em parque, me da sustento, me tire deste norte...
Eu quero beijo que me empurre a morte e ressuscite a vida, que me encante pausas.
E nos lábios me alimente as horas, por hoje tanto sobra nos instantes vividos, mas não realizados...
Eu quero amor que me tire à roupa, que me mate o tédio, que pule comigo da janela do prédio.
Eu quero a verdade, eu quero uma historia, eu quero me matar para depois reviver em ti.
Que ainda não veio, mais este beijo há de vir...
David Cejkinski 01-07-2007
Escrito por david cejkinski às 21h27
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