
A paixão segundo Lucia.
Mas todos os dias,
um dia,
para qualquer dia.
Não é nada que Lucia fazia,
não é nada que ela morria.
Seus músculos de roda-gigante se entregavam a tantos amantes.
Não é nada que Lucia fazia, da cidade ela nada sabia.
A que te encontrei em qualquer lugar...
Os teus olhos eletrônicos, sua roupa pendurada no semáforo.
Pinga da cidade justiça à contramão,
Nada que Lucia morria, nada de pranto ou de dia.
Quarto amuado do centro, vazio por dentro.
Nua
Vadia
Seus seios ela cobria com a luz do néon que cuspia paixões para a avenida.
De tanto que ela sabia, os cantos do quarto gritava.
A navalha te cortava a garganta fria,
Sempre, nunca, arredia...
Num canto ela despia, em outro recebia.
Era sim de noite e de dia,
o
amor de tratado
ao fiado.
De tanto que o quarto acanhado ganhou amaciado estofado.
O estofo
mofou
seu
pescoço, as lagrima sangravam a qualquer canto.
De tanto já não sabia ao passado.
O romance era o fato, o grego destino espalhado.
O bar ninava seus braços ao cantar das buzinas,
De noite e de dia,
não há nada que Lucia sabia.
Ao andar com as marcas chupadas do asfalto, reconheceu o seu desviado
lamento.
Não é nada que Lucia sabia, gostava de historias de final feliz
a
se
repetir,
a
se
repetir...
Ao se repetir na ficção...
Mais era um romance,
paixão.
De sangue cantava a cidade.
Era sua viagem.
Pra sempre a sua mão.
A sua aliança.
Poesia manchava seus lábios,
O gozo era só fantasia.
O veneno contornava seus dedos,
Línguas dançavam freneticamente entre os seus
dentes.
O
anjo
quer
gozar,
Na boca,
na cara, de quatro acanhada.
O anjo quer ninar,
De colo, cavalo, o jeito que te encantar.
O anjo quer rezar,
Os prédios amavam teu tesão a se confundir com os carros e luzes do minhocão.
O anjo quer dançar,
Dança Lucia,
todos os dias sua dança Lucia,
amarga agonia,
te entregues Lucia,
a valsa límpida musica.
Pateta,
rústica a fina era de fato o personagem do dia.
Amava
pra
valer
seus
vestidos
de zinco.
Da cidade nada podia querer,
gotejava no centro um telefonema pacato.
Sua vida, seus retratos.
Escrito por david cejkinski às 00h28
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Jantei cacarecos de pratos lamentos, falei de ti sabia?
Todo dia: que gostoso meu bem!
Eu te quero.
Eu te amo.
Eu sou toda tua.
Sua puta vai bate!
Cachorro!
A sua mulher, entendo lógico.
Loira de olhar sensual,
Gatinha manhosa
Peitos fartos,
Bunda boa,
Adora anal,
Espero por você com total descrição
32236787!
Purificar o corpo,
Torto de devoção.
Prazer Lucia, sua eterna paixão.
(sua alma tântrica gozava o tédio ao telefone)
um dia sai de repente, quaisquer dias desses,
as musicas, a vida, as pessoas.
Uma cerveja.
A cidade era o Atacama.
Eu um grão de areia ao vento.
Calçada, asfalto, um prédio de grades brancas, ao lado um estúdio, do outro a boutique, do outro a vida, do outro a saudade, do outro tristeza, do outro anestesia, do outro a família, do outro essa vida, do outro a morte, do outro e do outro e do outro e eu estou nesse cinema mudo.
Eu queria jantar de pratos finos, dizer poemas melhores, eu queria saber onde me perder onde me centrar, mas eu andava e andava e a noite me tomava pelas mãos, atravessei minhas dores no sinal vermelho, desesperei os meus olhos na lagrima.
Pausa.
Em seu ouvido um blues de morte tateava seus tantos.
Francesa, lambia suas lagrimas.
Amava a dor todo o dia.
Chegava as quatro, fria, olhou o seu quarto acanhado.
A sombra borrava seus olhos.
O amor era figura de novela.
A dor se entregava no prazer.
O dia que já vai amanhecer.
Sempre a polpa do seu medo gritava.
Na rua ninguém escutava,
o réquiem que no silencio dilatou o seu corpo.
As sete morfina, cocaína, maconha, Agripina, aspirina, lisador, ante-vida para curar sua dor.
Da alma o corpo não escapou,
Mais tarde na padaria um tal falou:
“È a vida é dura...”.
Minha boca vermelha manchada de paixão grega vomitou:
“A vida é uma delicia”.
E tudo gritou.
David Cejkinski.
Escrito por david cejkinski às 00h25
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POVO EM FIM ESTREIA O LONGA QUE GRAVEI FAZ 1 ANO E MEIO, ALIAS PRÉ-ESTREIA NÉ, MAS EU AINDA NEM VI COMO FICOU VOU VER NO RIO NA SEXTA FEIRA!
O SACO DO CINEMA É A ESPERA MESMO.
ESSE FILME VAI DAR O QUE FALAR, E VAI DIVIDIR OPINIÕES, QUEM ESTIVER AFIM DE UMA PASSADINHA LÁ EHEHEHEHEHHE.
PRÉ-ESTRÉIA "NOME PRÓPRIO", um filme de Murilo Salles! Sou o Guilherme o voyer de Camila rsrsrsrs.
FESTIVAL DO RIO
Sexta, dia 21:Cine Odeon às 14:15 e às 21:30
Domingo, dia 23: Estação Ipanema 1 às 15:00 e às 19:30h

( sim eu emagreci :D ehehehheeh)
BD books: Clarah vai ao cinema |
| Escritora que renovou a literatura com pegada beatnik à brasileira vê ‘Máquina de Pinball’ chegar às telonas |
Clarah Averbuck vai ao cinema. Na próxima sexta-feira, o filme “Nome Próprio”, baseado no primeiro romance da escritora, “Máquina de Pinball”, faz sua pré-estréia no Festival de Cinema do Rio de Janeiro.
Com direção de Murillo Salles e Leandra Leal no papel de Camila, alter ego de Clarah, o filme é um marco para a carreira da jovem autora, nascida em 1979 e apontada como uma das renovadoras da literatura nacional.
“Que tipo maravilhoso de violência verbal de agora (...) Que coragem de ser livre – está sartreanamente condenada a ir sem medo ao conhecimento das coisas para contrabalançar o terrível que é ser homem com a maravilha que é ser homem”, afirma Antonio Abujamra no prefácio de “Máquina de Pinball”. O provocador e dramaturgo também adaptou o texto de Clarah para os palcos.
Um termômetro de como a moça é um ícone pop: quem escreve a orelha do livro é o guru indie Carlos Eduardo Miranda.
Heróis Sexo, álcool, existencialismo, jazz, o mundo do rock e tudo que o envolve e uma escrita visceral saída das ruas formam a essência do estilo de Clarah, que faz eco à literarura de seus heróis literários, conforme ela aponta para o BOM DIA: “John Fante, porque ele fazia das tripas coração, Charles Bukowski, porque me entendo com a solidão dele e Paulo Leminski, porque sim”.
Surgida na marginalidade da internet, em blogs e no coletivo Cardosonline, de onde despontaram outros escritores como Daniel Galera e Daniel Pellizzari, a autora nascida em Porto Alegre mora em São Paulo desde 2001 e faz da metrópole uma personagem de sua escrita.
Assim como a banda The Strokes, pela qual a personagem Camila faz qualquer loucura, e que foi alçada ao sucesso antes mesmo de ter um álbum inteiro, o “hype” em torno de Clarah veio antes do seu primeiro romance ser lançado no mercado, o que ocorreu em 2002.
Um ano antes, o blog brazileira!preta chamou a atenção por ser mais que um simples diário de uma garota na internet. Era evidente que se tratava de alguém com estilo. Atualmente, ela mantém outro blog o “adios lounge” (adioslounge.blogspot.com).
Perguntada se a sua maneira visceral de escrever implica em assumir um papel parecido na vida, ela responde: “Minha escrita é visceral porque eu sou visceral. Não implica em necessidade nenhuma. Simplesmente sou. E ela, a escrita, também”, devolve sem cerimônia.
Mas, respeitando a premissa do doutor Hunther S. Thompson, que advogava a necessidade de o escritor do gênero literário-jornalístico gonzo assumir o papel de um ator, Clarah, além de mãe de Catarina, jornalista free-lancer, roteirista e cantora da banda Jazzie & Os Vendidos ela própria é uma personagem. A vida e a ficção se misturam na medida certa apenas para criar confusões.
E, questionada sobre os motivos que a levaram a transportar sua vida para os livros, ela cita o poema “Razão de Ser”, do escritor paranaense Paulo Leminski (1944-1989): “Escrevo. E pronto. Escrevo porque preciso, preciso porque estou tonto. Ninguém tem nada com isso. Escrevo porque amanhece, E as estrelas lá no céu lembram letras no papel, quando o poema me anoitece. A aranha tece teias. O peixe beija e morde o que vê. Eu escrevo apenas. Tem que ter por quê?”.
Depois de Máquina de Pinball, ela publicou mais dois livros: “Das Coisas Esquecidas Atrás da Estante”, em 2003, e “Vida de Gato”, em 2004.
Atualmente, Clarah está trabalhando na novela infanto-juvenil “Eu Quero Ser Eu”, contempladas pelo Programa Petrobrás Cultural, a ser lançado pela Editora Cosac Naify.
Enquanto isso, ela ouve blues, lê histórias em quadrinhos e Guimarães Rosa. “Comprei hoje ‘Noites do Sertão’, a maior lacuna da minha estante e uma homenagem a um menino de Minas”. Humana, demasiadamente humana.
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Escrito por david cejkinski às 12h25
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BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, Homem, de 15 a 19 anos, Portuguese, Arte e cultura, Cinema e vídeo MSN - davidcejkinski@hotmail.com
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