
Vou controlar todos os contornos e superfícies que minha mão passar...
Vou contar a elas que nunca me separarei de suas linhas
Linhas são como sombras que te acompanham até em superfícies lânguidas
Completamente mãos até a hora da minha morte
As palmas que batem em frenética desistência de vida
Mãos jogadas nos espelhos refletidos de sua sina
Vou entregar minha mão de jeito que ela faça o destino mudar sua historia
Mãos que negam e denunciam, a cada passo dado um boletim de ocorrência pré-determinado em linhas...
Vou contornar minhas mãos em meu corpo e em outras linhas elas irão deslizar...
Vou alimentar minhas mãos com a junção de outro corpo e outras linhas
As linhas se encontram e se desencontram, como afluentes...
David Cejkinski
Escrito por david cejkinski às 21h26
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